quinta-feira, 27 de abril de 2017

Diário - Parte 4

Eu tento enxergar as pessoas fora do papel social desempenhado por elas. Tratar as pessoas como indivíduos compostos por suas histórias de vida  torna o convívio muito mais fácil, porque você passa a (de certa forma) compreender certas atitudes, sem jogar a culpa das consequências dos atos daquela pessoa na forma dela agir, pois "afinal, ela é uma mãe, um médico, uma psicóloga, um advogado" seja lá o que for.... Nisso a Psicologia tem me ajudado bastante! Apesar de não ser fácil bater de frente com um pensamento que foi construído e vivenciado por mim nos meus longos 22 anos de vida,  a desconstrução vem sendo feita. É difícil? É difícil! Mas o que nessa vida é simples? Ainda mais no que se refere à conceitualização de ideias.
Da próxima vez que você brigar com alguém, seja qual motivo for, pensa no que levou a pessoa a agir daquela forma. As vezes uma criação turbulenta, dificuldades financeiras ou até mesma uma vida de mordomia, justificam muitas atitudes e evitam grandes discussões, afinal de contas, você passará a compreender que a pessoa não precisa agir a risca de acordo com o que é esperado em função do papel social desempenhado por ela. (*blow your mind*)
Não sei se deu pra seguir o raciocínio, mas se você acompanhou a ideia e entendeu de fato o que estou falando, experimenta passar por isso. Você verá o mundo de outra forma! Serião!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Diário – Parte 3 (partes secretas de mim)

                Há muito eu tenho sofrido por pensar. Pensar em um futuro inalcançável, em um passado desperdiçado e em um presente difícil de lidar. É difícil ser uma pessoa com o pé no chão. É triste ser racional, as vezes isso nos faz sofrer mais do que se fossemos emocionais. Eu queria correr mais riscos, queria ser explosiva às vezes, queria conseguir agir com impulsividade. Mas eu não consigo lidar com as consequências. A única vez na minha vida que eu agi de tal forma eu consegui magoar uma amiga e perder várias amizades. Por muito tempo eu tentei me fazer acreditar que foi um mal que veio para um bem maior, que aquelas pessoas não acrescentavam muito na minha vida, que de fato eu precisava me desconectar delas em algum momento, mas no fundo eu sei que não deveria ter sido dessa forma. Eu não sou uma pessoa que sabe lidar com rejeição. Durante toda a minha vida eu trabalhei em cima de boas ações, me moldei para ser aceita e bem quista por todos, nunca tive intenção de magoar alguém seja quem for. O pouco que eu vou contra isso já é motivo de muito sofrimento pra mim. E falar abertamente sobre isso é outro sofrimento à parte.
                De tempos em tempos eu me pego pensando nessa menina, penso em ligar, pedir perdão, em ver se ela está bem. É tão ruim conviver com o rancor. É tão horrível toda essa agonia que eu sinto, penso ela como deve se sentir ao lembrar de mim. Eu fico intercalando entre pensamentos de aceitação, nos quais eu tento me convencer de que tenho que manter minha palavra e lidar com as consequências do meu ato, e entre pensamentos de remorso, que me revelam que aquela pessoa não era eu, era um eu inventado pelas minhas frustrações e impulsividades, que se levou por um caminho que eu não estava preparada e nem disposta de fato a encarar. Se eu pudesse, com total certeza mudaria essa parte do nosso Julho de 2016.
                Não sei como agir, e sei que da parte dela não haverá nenhuma movimentação. No fim, ela que deu xeque-mate. E com razão. Talvez eu teria feito o mesmo no lugar dela.
                E pensando sobre tudo isso, não sei se é meu lado altruísta ou meu lado egoísta que está falando mais alto. Eu sei que de fato quero saber se ela se resolveu, se não tem sentimentos ruins presos dentro dela, se ela superou tudo isso da melhor forma, mas me pergunto se lá no fundo do meu inconsciente o que eu estou procurando é redenção e aquele sentimento de ser bem quista novamente, de voltar para o papel da boa moça que eu era. Difícil lidar com isso. Me julgo me conhecendo sem me conhecer. Confuso.

                Contudo, R. espero que você esteja bem. De verdade. Quem sabe um dia você leia isso.... Enquanto isso vou lidando com todos esses questionamentos aqui (quem sabe seja até prazeroso pra você saber que estou me sentindo assim, e quer saber? Não te culpo em sentir prazer por isso. Enjoy it.).

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Diário - Parte 2

Depois que eu descobri que a soma dos catetos é maior que o valor da hipotenusa eu passei a valorizar os conteúdos escolares de uma forma que antes eu não fazia. 
Nós temos a mania de menosprezar todo e qualquer conteúdo lecionado, mas de fato algumas coisas nós podemos utilizar futuramente. Por exemplo, agora, por mais que às vezes eu não atravesse a rua na faixa de pedestre, eu sei que estou indo pelo caminho mais curto. Isso já é bastante gratificante. (Ainda mais pra alguém como eu que anda muito).
Depois do ensino médio eu descobri uma coisa revolucionária (pelo menos naquela época era.)
Tudo o que nós ignorávamos e acreditávamos que só estávamos aprendendo por mera exigência do MEC, se torna uma grande arma social. Arma em um sentido incrivelmente positivo. Quanto mais você se recorda do que estudou ( seja em história, biologia ou matemática - etc), mais você tem conteúdo para debates que rolam diariamente nas nossas vidas. 
A vida fica mais interessante quando você deixa de criticar o nerd e passa a conversar com ele.
Sua mente se abre.
Sua compreensão de mundo e de você mesmo constantemente se reconstrói. 
É foda.
Você já pensou sobre isso?
Eu lembro claramente das viradas de olhos de alguns colegas quando eu começava uma discussão com meu professor de filosofia do terceiro ano. (Não que eu fosse a nerd do caso, mas era legal) O mais engraçado é que essas mesmas pessoas se tornaram os alunos de curso superior que ainda fazem a mesma coisa. Se você fala algo de interessante com o professor, eles reclamam que você está prolongando a aula e que "aquilo não cai na prova". Tem base? Como se aquela discussão não  engrandecesse ele como o futuro profissional que vai ser. 
Enfim, não seja essa pessoa. Por favor. Pense mais. Pense além. Pense maior. Okay?
Obrigada. De nada.
Desabafos a parte. Tchau, obrigada.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Diário - Parte 1

Eu tenho a péssima habilidade de desenvolver um raciocínio super foda sobre assuntos aleatórios e passados poucos minutos simplesmente esquecer tudo. Sobre o que era. O que me levou a pensar naquilo. Quais os questionamentos que surgiram sobre o assunto. Como foi o debate que eu tive comigo mesma. Quais problematizações eu fiz. Tudo. Simplesmente tudo se apaga. Bem, nem tudo. Fica em mim aquela sensação de quase tocar algo magnificamente revolucionário (pelo menos na minha cabeça), aquela mesma sensação que me leva a descrever tudo isso até aqui.
Infelizmente esses momentos de devaneio acontecem enquanto eu estou com o chuveiro ligado e ensaboando o meu corpo. Eu viajo tanto que tenho que retornar pro lugar úmido que estou e pensar em quais partes faltam ser ensaboadas. (Tenho a impressão que as vezes tomo uns três banhos a cada banho - falando assim parece até que eu fico três horas banhando kkk mas na verdade eu gasto uma média de três músicas, pra tranquilizar você, leitor ecologicamente correto).
Essas ideias chegam a ser tão "geniais" que eu já pensei em criar um canal no Youtube (na verdade já criei e depois desisti dele) pra relatar e compartilhar minhas ideias. Cheguei à conclusão que eu não consigo desenvolver uma ideia tão bem na frente das câmeras quanto eu consigo com as mãos no teclado. Então mãos no teclado será!
Dentre um devaneio e outro cheguei a duas conclusões (que se encaixam perfeitamente no que eu considero "ideias geniais"):
1- Enquanto troco ideias por vídeo, vocês podem se distrair com meu cabelo bagunçado, um cenário não muito favorável ou qualquer outra coisa que nós costumamos criticar enquanto vemos um vídeo (sim, todos passamos por isso) e consequentemente não focam no assunto central;
2- Um texto escrito é algo que assusta algumas pessoas, a ideia do vídeo era atingir um número maior de pessoas, que em suas rotinas super atarefadas não teriam um tempinho pra ler, mas acham fácil gastar cinco minutos pra ver um vídeo. Bom, quanto a isso, percebi que uma pessoa a favor da leitura como eu, estaria se contradizendo muito (mas tipo, MUITO MESMO), então, por um bem maior, (minha consciência limpa e minha melhor desenvoltura nos assuntos tratados. - o que na verdade já são dois bens maiores.) resolvi fazer disso tudo um grande diário pessoal. Mesmo que atinja uma quantidade menor de pessoas, no fundo eu sinto que vai atingir as pessoas certas. Fora o fato dessas ideias surgirem durante meu banho que precede meu sono precioso, e eu não ter nenhum animo em arrumar minha cara pra gravar um vídeo decentemente. Então, eu posso estar aqui, com blusa rasgada, olheira na cara ou uma espinha no meio da testa e nada disso vai interferir na qualidade do meu material.

(ufa. Essa segunda conclusão foi meio longuinha. Vou dar uma quebrada no texto aqui pra não ficar tão cansativo.)

Ei. É isso mesmo que você leu, eu falei a palavra "DIÁRIO". E isso tudo aqui vai ser um diário bem pessoal meu. Mas vocês terão acesso a algo muito mais interessante do que minha rotina. Não vai ser nada do tipo "Hoje eu fiz isso, aquilo e comi em tal lugar". Não é esse diário de quarta série não. É um diário... (que na verdade não vai ser necessariamente diário, pode ser mensal, anual, ou quinzenal, dependendo do meu humor.) ...que eu usarei como um meio de me comunicar, debater ideias do lado de fora das paredes dessa minha cachola aqui.
Não tô esperando comentários em forma de resposta ou algo do tipo (ou será que eu estou?), mas só de saber que tem alguém aí do outro lado que está lendo toda essa baboseira que eu penso e talvez até compartilhando pensamentos parecidos ou complementares, já me alivia bastante. Bom, acho que já esclareci meu ponto. Deu pra passar minha mensagem. Pelo menos por hoje... Tem tanta coisa rolando na minha cabeça. Tantas ideias. Mas vai ter que ficar pra próxima. Tá na hora de dormir pra conseguir ir trabalhar amanha sem parecer um zumbi. Depois eu desenvolvo essas ideias. Legal você ter ficado até aqui pra ler tudo isso :) Até a próxima!

quinta-feira, 2 de março de 2017