quarta-feira, 4 de março de 2015

Para alguns a paciência é um dom. Para outros, é um estado de espírito lastimável.
Uma vida assim, paciente, pode se resumir a auto-controle e planejamento ou simplesmente,  a um mero descaso à coexistência humana.
A paciência pode provenir de mente sã ou de uma mente calculista. De uma pessoa calma ou de uma descrente. As vezes é paciência,  as vezes é isolamento. Pode ser algo construtivo, regressivo ou paralizante. Pode ser em prol do bem maior ou, simplesmente,  solidão.
O ser paciente pode ser invejado, almejado e ídolo de vários.  Ou sua paciência pode passar despercebida, ignorada ou até mesmo confundida. Será loucura? Será depressão?  Será um desespero silencioso?  Será uma serenidade inquietante? Uma explosão de sentimentos. Ou uma ausência de todos eles...
Ausência de pensamentos profundos, irrelevância de fatos banais, descaso com a futilidade humana.
Preocupação intensa e dolorosa com o dia de amanhã.
Mas fazer o quê?  Paciência .....

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